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O que verificar antes de instalar um agente de gerenciamento remoto

Um agente de RMM roda com privilégio máximo em todos os computadores. Dez perguntas para fazer ao fornecedor — inclusive a nós — antes de instalar.

Um agente de gerenciamento remoto é, por definição, um programa com privilégio de administrador em todas as máquinas da empresa, comandado de fora. É exatamente o que um invasor gostaria de ter. Antes de instalar qualquer um, vale fazer as perguntas abaixo. Elas valem para qualquer fornecedor, inclusive para nós.

1. Como o agente se comunica?

Procure conexões de saída, por HTTPS, para um endereço conhecido. Desconfie de produtos que exigem abrir portas de entrada nas estações.

2. Como o servidor sabe que é mesmo o agente?

Cada computador deve ter uma credencial própria, e não uma chave compartilhada por todos os clientes. Pergunte o que acontece se essa credencial vazar: dá para revogar só aquele computador?

3. O que acontece se o servidor do fornecedor for invadido?

Esta é a pergunta mais importante. Se o servidor pode mandar qualquer agente executar qualquer coisa, uma invasão ali vira uma invasão em todos os clientes. Boas respostas incluem: lista fechada de ações, e atualizações assinadas com uma chave que não fica no servidor.

4. Como o agente se atualiza?

O agente deve conferir, por conta própria, a assinatura e a integridade do que vai instalar, recusar versões mais antigas e conseguir voltar atrás se a nova versão falhar. “O servidor manda o arquivo e o agente instala” não é resposta suficiente.

5. Que ações remotas existem?

Terminal remoto e execução de scripts são poderosos — e são o que um atacante usa. Se você não precisa deles, prefira um produto que não os tenha, ou que permita desligá-los. Para as ações que existem, veja se cada uma exige permissão específica.

6. Fica registrado quem fez o quê?

Toda ação remota precisa de autor, horário, origem e resultado, em um registro que o próprio usuário do painel não consegue apagar.

7. O que exatamente é coletado?

Peça a lista. Verifique se há captura de teclas, gravação de tela ou leitura de conteúdo — e se dá para ter certeza de que não há. O ideal é que o próprio agente mostre, no computador, o que está enviando.

8. Os dados dos clientes ficam separados?

Em um serviço na nuvem, os seus dados dividem a infraestrutura com os de outras empresas. Pergunte como a separação é garantida e se a equipe do fornecedor enxerga os seus computadores — sempre, ou só com a sua autorização.

9. Como é o acesso ao painel?

Autenticação em duas etapas, perfis com privilégios diferentes, bloqueio depois de tentativas erradas e a possibilidade de encerrar sessões.

10. Como o agente convive com o antivírus?

Um agente legítimo não desativa a proteção, não cria exclusões por conta própria e não se esconde. Ele deve aparecer na lista de programas, ter assinatura digital e poder ser desinstalado pelo Windows. Desconfie também de quem promete que o produto “nunca será detectado”: ninguém pode garantir isso.

E depois de instalar

  • Dê a cada pessoa o menor perfil que resolve o trabalho dela.
  • Exija duas etapas de quem pode executar ações remotas.
  • Revise de tempos em tempos quem tem acesso e os tokens de instalação em aberto.
  • Leia a trilha de auditoria de vez em quando. Ela só protege se alguém olha.

As respostas do SynapseOne a cada uma dessas perguntas estão na página de segurança e privacidade.