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Como fazer o inventário de computadores da empresa

O que registrar, por onde começar e por que a planilha desatualiza — um roteiro para quem vai organizar o parque pela primeira vez.

Em algum momento alguém pergunta “quantos computadores a gente tem?” e a resposta honesta é “uns quarenta, acho”. Este texto é para quem recebeu a tarefa de transformar o “acho” em uma lista confiável.

O que um inventário precisa responder

Antes de escolher ferramenta, liste as perguntas que você quer conseguir responder:

  • Quantos computadores existem, e de que tipo?
  • Qual é o número de série e o modelo de cada um?
  • Quanto de memória e de disco cada um tem? Que versão do Windows?
  • Com quem está e em que setor?
  • Quais programas estão instalados?
  • O que mudou desde a última conferência?

Se a lista que você montar não responder a essas perguntas, ela é um cadastro, não um inventário.

Os campos que valem a pena

Identificação. Nome do computador, fabricante, modelo e número de série. O número de série é o que liga o equipamento físico ao registro; nome de computador muda, série não.

Configuração. Processador, memória total, tamanho e tipo de disco, sistema operacional com a versão. É o que decide se a máquina aguenta mais um ano.

Localização e responsável. Setor, filial, pessoa que usa. É a parte que mais desatualiza e a mais útil no atendimento.

Programas. Nome e versão. Dois computadores com versões diferentes do mesmo programa explicam muito chamado estranho.

Datas. Quando o equipamento entrou e quando foi visto pela última vez.

Três formas de coletar

À mão. Ir de mesa em mesa com uma planilha. Funciona para dez máquinas e uma vez. O problema não é o levantamento, é a manutenção: a planilha começa a envelhecer no dia seguinte.

Com um script. Um script que roda em cada computador e grava um arquivo com as informações. Resolve a coleta, mas alguém precisa executar, juntar os arquivos e repetir tudo periodicamente.

Com um agente. Um programa instalado em cada máquina que envia as informações a um painel e reenvia quando algo muda. É o que mantém o inventário vivo sem depender de alguém lembrar.

Por onde começar

  1. Defina o escopo. Só estações de trabalho? Notebooks de quem trabalha de casa entram? Decida antes.
  2. Escolha uma convenção de nomes para os computadores e aplique nos novos. Não tente renomear tudo no primeiro dia.
  3. Colete o que é automático primeiro. Hardware, sistema e programas saem da própria máquina.
  4. Complete o que é humano depois. Setor, responsável e número de patrimônio precisam de alguém que saiba.
  5. Marque as exceções. Máquina emprestada, equipamento em manutenção, computador de uso compartilhado.

Os erros mais comuns

  • Inventariar e esquecer. Um inventário sem atualização vira desinformação com cara de documento oficial.
  • Confiar no nome do computador. “NOTE-JOAO” continua com esse nome três donos depois.
  • Ignorar o que saiu. Computador vendido, doado ou roubado precisa sair da lista, com data.
  • Guardar dado demais. Colete o que você vai usar. Cada campo a mais é um campo a manter.

Como saber se está funcionando

Faça o teste um mês depois: escolha cinco computadores ao acaso e confira o registro com a máquina real. Se bater, o processo está de pé. Se não bater, o problema raramente é a ferramenta — é o caminho pelo qual as mudanças chegam (ou não chegam) ao inventário.